Rio Negro desce 12 centímetros nos primeiros dias de julho em Manaus
O Rio Negro registrou descida nos primeiros dias de julho, indicando o início da vazante em Manaus. Após registrar 28,50 metros nos dias 1º e 2 de julho, o rio passou a baixar no dia 3 e chegou a 28,38 metros nesta quarta-feira (8/7). Ao todo, foram 12 centímetros de descida nos primeiros oito dias do mês.
A queda ainda é gradual, mas marca o início de um período que será acompanhado com atenção por órgãos de monitoramento hidrológico. Os dados mostram que, depois de permanecer estável nos dois primeiros dias do mês, o Rio Negro passou a registrar reduções diárias: 1 centímetro no dia 3, 2 centímetros nos dias 4, 5 e 6, 3 centímetros no dia 7 e mais 2 centímetros nesta quarta-feira.
O comportamento confirma a entrada do rio na fase de vazante, período em que o nível das águas começa a baixar após o ciclo de cheia.
Alerta para seca
O início da descida ocorre em meio a um alerta do Serviço Geológico do Brasil (SGB). O órgão projeta que o Rio Negro pode registrar uma das menores cotas já observadas em Manaus durante a vazante, caso se repitam condições semelhantes às de anos recentes de estiagem extrema.
Segundo o SGB, os cenários foram elaborados com base no histórico de medições do rio entre 1903 e 2025. A estimativa considera a cota máxima alcançada durante a cheia deste ano e diferentes padrões de descida já registrados na série histórica.
No cenário mais crítico, o Rio Negro poderia chegar a 12,90 metros, nível próximo aos observados nas maiores secas já registradas na capital amazonense. As menores cotas da história em Manaus foram de 12,66 metros, em 2024; 12,70 metros, em 2023; e 13,63 metros, em 2010.
Outras projeções indicam que o rio pode atingir 13,96 metros em caso de estiagem severa ou 14,76 metros se a vazante seguir comportamento semelhante ao registrado em 2015, também considerado um ano crítico.
Curva preocupa
De acordo com o SGB, o alerta se deve ao fato de a curva inicial de descida do Rio Negro apresentar características parecidas com as observadas em 2023, ano em que Manaus registrou a segunda menor cota da série histórica.
